quarta-feira, 1 de junho de 2011

PERÍMETRO HUMANO – Victor Loureiro

Não sou crítico literário e nem mesmo um bom escritor ou poeta. Escrevo muito mais pelo sentimento e gostaria muito escrever bem como alguns amigos meus, que para mim, são escritores e poetas de verdade. Um deles é Victor Loureiro. Degani e Cardozo outros dois...

Acompanhei via Facebook o lançamento do novo livro de Victor – Perímetro Humano – e invejei vários amigos que puderam comparecer na livraria da Travessa no dia 28 de abril. Fui ao Rio na semana passada e tentei comprar um livro com a Soninha no escritório da Água Grande, produtora de Nelson Freitas, mas infelizmente ela ainda não sabia o preço e saí de lá com as mãos abanando.

Não encontrei o Victor nesta viagem, mas encontrei o André Luz que gentilmente me emprestou seu exemplar para eu trazer a Recife e degustá-lo com a calma que a poesia pede. Não fiquei surpreso com a qualidade dos poemas, pois já conheço o poeta há tempos e sei do que sua pena é capaz de fazer comigo.

Perímetro Humano é um livro verde. Ainda que a capa seja azul. Não verde oposto de maduro. Verde porque 80% dos poemas - em suas três partes – exulta a natureza de alguma forma. Do primeiro poema Hálux (a parte IV é uma obra prima do ritmo e da beleza, mayakoviskiana: comovente!) ao último A(u)tor, Victor trafega entre florestas, quintais, jardins, musas e pelo seu universo interior.

“Crônica” é um poema inusitado, divertido e que dança ao som do canto do galo. Poema que dá vontade de decorar para declamar por aí. Aliás vários poemas dão esta vontade. “Elizabeth” lembra alguma coisa de Moinho E, raro poema/livro de Antônio Fraga.

Victor Loureiro não é poeta posudo, pelo contrário, seus poemas são muito bem escritos, porém simples e digeríveis. Há hora de emocionar e há hora de gargalhar como em “Inverno aos 50” onde consigo ouvir a voz do Victor reclamando do frio, show. Um livro rápido, direto e que desce redondinho como uma cerveja gelada num dia quente de verão. Bravo poeta. Obrigado André Luz!

2 comentários:

Palavras confusas disse...

Meu caro amigo, o livro e nosso, obrigado por me proporcionar sua amizade, eu só estou tentando retribuir sempre o prazer de ter-te.

A L Goncalves

Denise disse...

Sabe quem vai pegar emprestado , né?
;)